Igreja do Evangelho Quadrangular - Jd. das Margaridas - Jandira/SP
Ministério Cumprindo o IDE - Pr. Bruno e Prª. Walquíria Paiva
Reencontrando-se com o Amor de Deus

Texto: João 21.1-12

Introdução: Os discípulos desfrutavam de uma intimidade, de um relacionamento pessoal com o Senhor. Vemos que João, no momento da Ceia, recostava sua cabeça no peito do Senhor. Alguém poderia questioná-lo por sua atitude. Mas também temos que ter um grande amor por Jesus que nos constrange a buscá-Lo, independente das opiniões das pessoas, e para contagiar vidas com esse amor.

I - Em João 21.1, logo após a ressurreição, Jesus volta a se manifestar aos discípulos, junto ao mar. Pouco antes Simão Pedro faz uma declaração que demonstrava que seu coração ainda estava dividido. Ele diz: “Vou pescar”. Quantos de nós servimos ao Senhor, andamos com Ele durante grande parte de nossa vida, participamos de tantos momentos de alegria, milagres e aflições juntos Dele. Mas ainda em nosso coração existe a dúvida, a incerteza, incredulidade ou pode existir um coração dobre: que quer servir a Deus, mas mesmo assim, a qualquer momento, pode retroceder.  As aflições da vida, traição das pessoas, uma enfermidade, decepções com pessoas ou lideres, dificuldades financeiras ou outros problemas que servem de desculpa para o esfriamento espiritual, a acomodação ou o abandono de um ministério que Deus nos confiou. Muitas vezes, quando as coisas não estão andando como a gente imaginava, acaba-se culpando a Deus e voltando a viver uma vida no natural, deixando de lado a fé. Claro que todos nós, humanos, estamos sujeitos a fraquezas, momentos de chateação, etc. Porém, se não atentarmos e tomarmos uma decisão de perseverar crendo, essas coisas que acontecem servem como umas pedras de tropeço na vida espiritual e perdemos o foco.

II - Pedro estava vivendo um momento de decisão em sua vida e ainda existia essa possibilidade de viver do mundo natural. Enquanto não entendermos que vivemos aqui na terra, mas precisamos estar com o coração na eternidade, no Reino dos Céus, estaremos exatamente na mesma condição que o irmão Pedro se encontrava: “Vou pescar, vou voltar a viver do meu jeito, fazer aquilo que eu já sabia fazer, vou cuidar de mim e é o bastante.”  É interessante observar que as nossas atitudes de dúvida e incredulidade influenciam as pessoas a agirem da mesma forma. Quando Pedro falou em voltar, em retroceder em seu chamado, disseram os outros:  “Também vamos contigo”. Saíram e entraram no barco, mas naquela noite não apanharam o que eles desejavam e nada conseguiram. O barco representava suas fugas, seus momentos de incerteza ou desilusões. As tentativas humanas que sempre terminam em frustrações e podem levar a um ciclo de sucessivas derrotas. Não existe maior dor na vida de uma pessoa presa do que quando ela entra por esse ciclo constante de frustrações e se esvaece sua esperança.  Quando uma pessoa perde a esperança ela perde a motivação na vida, pois o homem foi gerado para sonhar. Tanto que, depois dessa passagem, na seqüência, encontramos o diálogo de Jesus com Pedro, onde o Senhor se empenha por restaurar a confiança de Pedro e a levantar o ministério que lhe tinha dado.

III - João 21:4  diz que, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia. Graças a Deus que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã sobre nós. Ainda que vivamos um quadro de derrotas, sempre existe uma esperança para nós. Jesus está olhando desde o infinito de seu mar de misericórdias e, com o Seu sobrenatural poder, o Senhor está somente esperando que reconheçamos Sua presença e deixemos que Ele nos oriente e nos ajude. Todavia, vemos que os discípulos não reconheceram que era Ele.  Por vezes, nas horas de conflitos, nos esquecemos que temos um Amigo ao nosso lado, ali na praia, disposto a nos socorrer. E o mais impressionante é que Jesus perguntou-lhes: “Filhos, vocês têm aí alguma coisa de comer?” O que o Senhor queria lhes mostrar é que os corações deles estavam tão cheios de inseguranças que eles ficaram insensíveis e indiferentes a alimentar o próprio Cristo. Em Mateus 25.40,45 diz que quando dermos de comer ao menor dos pequeninos estaríamos dando a Ele. Nesse caso, era o próprio Jesus que estava pedindo e ainda assim a esterilidade era a marca na vida dos discípulos. Eles simplesmente responderam: “Não”. Quantos de nós estamos vivendo como disse Tiago - uma vida dupla ou cheia de incertezas; e somos indiferentes às necessidades do nosso próximo exatamente por vivermos vidas fechadas e infrutíferas pelo nosso medo. Quando o medo rege a vida de uma pessoa, o poder sobrenatural do Senhor está abafado naquela vida. A imensidão do amor de Deus ainda não foi compreendida ou assimilada, pois o perfeito amor (de Deus por cada um de nós, Ele nos ama intensamente e igualmente) lança fora todo o medo. A dúvida é o oposto da fé, e a nossa fuga é uma forma de expressarmos que não cremos totalmente no Seu amor. Mas Ele nos ama mesmo assim.

Que amor é esse que move além de nossas incredulidades e medos? Que lança os nossos pecados nas profundezas do mar? Que amor é esse que permanece fiel? Que nos leva além de nossos limites e nos eleva a uma fé sobrenatural? Que amor é esse que nos faz triunfar, sem nada merecermos? Que nos veste de justiça, trazendo paz, e que alimenta o nosso coração com alegria?

IV - O primeiro que reconheceu que era o Senhor foi João.  Justamente, alguém que saiu na frente para ver o túmulo vazio no dia da Ressurreição. Aquele que se reclinou e ouviu os sussurros do Mestre. Quem permaneceu aos Seus pés, até mesmo no dia da Cruz. Podemos dizer que se reconhece o Senhor através da intimidade.  Quando reconhecemos: “É o Senhor!”, ou seja, que Ele está conosco, bem perto de nós – então o nosso coração se acalma. A fé é restaurada. Lançamos nossas ansiedades sobre Ele, como Ele nos ensinou. Acreditamos que verdadeiramente podemos todas as coisas, não por nós mesmos, mas Nele, que nos fortalece. Quando descobrimos ou redescobrimos quem somos no Senhor, aí somos transformados profundamente e em nossa atitude. Pedro, por exemplo, estava nu. Parece que quando somos confrontados pela presença do Senhor, somos rasgados e expostos diante Dele. Pedro se viu nu em suas motivações humanas e dúvidas de quem era e o que tinha a fazer, mas quando ouviu acerca da presença do Senhor, sentiu saudades do relacionamento com o Senhor e cingiu-se com sua veste. O Sangue do Cordeiro nos cobre e pelo Seu Sangue toda a maldição é quebrada. Todo trauma pode ser curado e todo medo removido quando nos deparamos com o amor incondicional de Deus. Quando Ele aparece, você não tem que provar nada para ninguém, porque Ele te conhece e te aceita como você está, como no caso de Pedro. Conhecer a sua identidade Nele é fundamental para você confiar.

Conclusão: Tome posse incondicionalmente de sua identidade e posição de filho. Você não é aquilo que o diabo diz para você, nem o que os seus sentimentos enganosos ou as circunstâncias tentam mostrar. Você é um filho amado, remido e justificado por Jesus. Sua mente precisa ser transformada e renovada para viver uma nova unção: A capacidade de abrir mão de quem você pensa que é para tomar posse de quem Deus afirma você ser. O amor de Deus nos é surpreendente. Se você se sente nu, esse é o seu momento de se cingir com a graça divina para correr também em vitória. E os frutos acompanharão aqueles que crêem. A Bíblia diz que os discípulos vieram no barquinho puxando a rede com muitos peixes. Isso significa que toda a nossa fuga, incertezas e desilusões se transformam em uma benção quando ouvimos a voz do Cristo. Aqueles que estavam na fuga, incerteza e desilusão agora vêm puxando uma rede de vidas. Deus quer levantar missionários sarados para trazerem salvação ao mundo. Grandes e pequenos, todos necessitam de conhecer o amor de Deus revelado em Jesus. Toda a maldição se transforma em benção quando a Presença do Senhor vai à nossa frente. Ao saltarem em terra, viram ali umas brasas e, em cima, peixes, e havia também pão. O Senhor prepara um banquete para nós do Seu sobrenatural nesta noite (Deus trouxe à existência até mesmo aquilo que não existia). Os milagres Dele ainda são reais. Creio que este momento é um momento em que Jesus, como fez com os discípulos, quer trazer à nossa memória todos os milagres e momentos de intimidade vividos. Coisas lindas que Ele já construiu conosco. Uma história de amor marcada pelo sobrenatural. E novamente Ele nos diz: “Trazei alguns dos peixes que acabastes de apanhar”. Somos cooperadores de Cristo no Espírito. Ele faz, Ele move, Ele transforma o nada em tudo, o impossível em realidade. Ele assim estica a nossa fé e nos compele aos milagres. Que na realidade Ele tudo já fez.

Que amor é esse? Jesus, o Filho de Deus, o nosso Amado Salvador.

 

 

 

 

 

 




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