O desafio da excelência em Crito
"Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” (Efésios 4.13)
Como servos de Deus precisamos estar preparados para os desafios naturais que se apresentam e conscientes de nossa responsabilidade em atuarmos de forma diligente para alcançarmos a eficácia e a eficiência. Existe um tema que tem dominado todas as organizações no mundo, atualmente, a cátedra das grandes escolas de administração e gestão e tem levado os institutos de certificação a empregar os mais refinados meios de avaliação e controle. É a busca pela perfeição máxima, a busca pela excelência.
Centenas de livros têm abordado este assunto. Seminários de treinamento têm sido realizados para que todos os níveis de colaboradores destas organizações sejam capacitados. O vocabulário e a linguagem têm sido alterados para dar novas formas de tratamento às pessoas envolvidas nestes programas. Esta busca pela perfeição no desempenho do cumprimento da missão de cada uma destas organizações passa pela utilização de programas tais como o CCQ (Círculo do Controle da Qualidade), TQM (Total Quality Management) e, mais recentemente, o Seis Sigma (6S), filosofia administrativa centrada em eliminar erros, desperdícios e repetição do trabalho, onde o desempenho é medido por DPMO (Defects Per Million Opportunities).
A busca da excelência por parte das organizações em todo o mundo deve nos levar a refletirmos sobre nossa realidade enquanto sevos de Deus para este tempo, fazendo uma avaliação de como estamos atuando diante destes desafios do mundo de hoje. Uma releitura do texto de Efésios irá nos colocar diante do seguinte fato: o apóstolo Paulo, quando escreveu a carta aos Efésios (Ef 4.13), está exatamente fundamentando um dos mais completos programas de excelência, tão utilizado atualmente nas atividades seculares, mas, infelizmente, muito negligenciado nas lides do desenvolvimento da igreja de Jesus Cristo. Esta proposta do apóstolo vem muito antes de qualquer um dos programas de excelência utilizados hoje.
Como servos de Deus temos a consciência de chamada que nos conduz à responsabilidade da atuação. Como servos de Deus para este tempo devemos ou não atuar de forma proativa? É ou não nossa a responsabilidade de interferir na sociedade na busca da excelência no modo de viver? Se nossa resposta for positiva, faz-se necessário uma tomada de posição que envolve encarar as mudanças necessárias. Somos servos porque foi Deus que pela sua graça nos concedeu a oportunidade, o privilégio e a responsabilidade de sermos servos, mas isto envolve um objetivo com todas as etapas a serem seguidas.
Como servos temos um objetivo a ser alcançado. Um plano e programa de busca da excelência devem nos levar a cumprir a missão e a visão da organização. Como servos temos a responsabilidade de alcançar o objetivo que está claro: “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”.
Pr. Sócrates Oliveira de Souza
Diretor Executivo da CBB
Fonte: O Jornal Batista - Domingo, 20/03/05, pg.03