Congregação Batista Missionária no Rio de Janeiro
SUA FAMÍLIA ESPIRITUAL ( Efésios 2.19 )

Igreja, instituição indestrutível
Duas instituições bíblicas me encantam. Desafiam e levam-me à crescente gratidão por ser delas integrante. O tempo. O pecado. Os ataques malévolos de Satanás não têm conseguido diminuir a sua beleza e seus objetivos. Elas têm sido preservadas pelo Senhor ao longo da história humana. Apesar de todos os transtornos. Das mutações sociais. Das heresias que tentam solapá-las. Da indiferença de alguns dos seus integrantes, da contínua pregação de que não são mais necessárias, elas permanecem acolhendo com amor os seus membros.
A primeira foi instituída por Deus-Pai no jardim do Éden. Há todo o romantismo, característica própria da família, a dar-lhe o pano de fundo. A família tem experimentado e sofrido sucessivos ataques. O maligno tenta desacreditá-la. Mediante corrupção de valores, o inimigo introduziu em seu seio a separação. O divórcio. O abandono. A prostituição com o adultério, defendido e vivido como normal. Mesmo assim ela permanece de pé. Acolhe em seu seio materno a todos que procuram vivenciar a beleza e a pureza do amor. Devolve amor e nos ensina a amar. A perdoar. Compreender. Buscar o bem-estar de cada integrante. Como família aprendemos a importância do relacionamento sadio, onde todos somos iguais com iguais privilégios. Pouco importa ser o bebê aguardado com alegria. A criança com suas peraltices. O adolescente com seus desencontros e sonhos. O jovem com seu arroubo a construir um mundo diferente. O adulto que labuta contra o tempo, como se senhor fosse do tempo. O velho trôpego a buscar apoio em braços amigos. Todos somos família que encanta e nos desafia a amar. Somos gratos a Deus-Pai pela inspiração da família. Por sermos família segundo os seus santos propósitos.
A segunda instituição é a Igreja. A família de todos os salvos. Instituída por Deus-Filho durante seu ministério redentivo. Jesus a instituiu sob a confissão de Pedro de que Jesus é o Cristo de Deus. O Salvador da família. De todos os que nEle cremos e aceitamos como Salvador e Senhor.
A Igreja é um lugar e comunidade de amor. De restauração. De compreensão e perdão. Na Igreja somos iguais. Somos um em Cristo. Corpo com membros diversos a executar ações diversificadas, mas com objetivo único: glorificar a Cristo.
A Igreja recebe a todos indistintamente. A todos envolve com amor e perdão. Aprendemos a compreender e respeitar os limites de cada pessoa. Impossível integrar a Igreja sem compreender o perdão e aprender a perdoar. Os que não conseguem perdoar jamais permanecem na grei. Todos os dias somos desafiados a olhar as pessoas com o carinhoso olhar de Jesus. Sem perdão não há culto. Não há adoração. Inexiste louvor. As orações não são respondidas. Pecadores não são alcançados com a Salvação. Os que desejam aprender a perdoar têm na Igreja a escola especializada em como proceder.
Na Igreja aprendemos a amar. Sofremos juntos. Choramos as mesmas lágrimas. Sentimos as mesmas dores. Em muitos casos a difícil dor de parto (Gl 4.19) até alcançar o longo e penoso processo de ver o caráter de Jesus forjado na vida de cada salvo. Como dói! São muitos que permanecem resistindo ao novo nascimento. Mesmo assim a Igreja consegue sobreviver como grávida eterna a aguardar o dia do Senhor.
Você não consegue amar? Não sabe perdoar? É fácil! É só pertencer à Igreja de Cristo e logo aprenderá. Razão simples. Basta analisar como as pessoas chegam à Igreja.
Vemos pessoas desiludidas. Passaram e experimentaram todas as heresias que prometeram bênçãos. Prosperidade. Riquezas. Curas. Soluções de “causas impossíveis”. Menos salvação e o verdadeiro perdão que transforma o pecador. Aliás, nunca ouviram falar de pecado e do perdão que Jesus oferece.
Há os que chegam estropiados. Marcados por conseqüências trágicas dos pecados cometidos. Foram ludibriados pelo diabo.
Por isso trazem n’alma marcas de amarguras. Resquícios de vícios. Podridão moral. Arruinados em todos os sentidos. Corpos e almas marcados pela lepra do pecado. Mas um belo dia adentraram o templo. Nada esperavam receber. Apenas queriam ver como era. O que estava acontecendo. Foram tocados pelo Espírito Santo. Compreenderam quão grande e inexplicável o amor de Deus. Tais como a pecadora que quebrou o vaso de ungüento, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos, tendo os olhos como fonte de lágrimas; eles encontraram a compreensão do Senhor. Foram perdoados. Justificados. Declarados filhos de Deus. A vida ganhou um novo significado. Comprometidos com Cristo pelo batismo passaram a integrar a Igreja. Acolhidos com amor, continuam a fazer da Igreja a bênção que não se esgota.
Sou apaixonado pela família. Igual paixão sinto pela Igreja. Mesmo quando ela me faz sofrer, não consigo deixar de amá-la. É maravilhoso vê-la como a esposa do Senhor. Em suas vestes resplandecentes a aguardar o retorno do noivo: Jesus.
Impossível destruir família e Igreja. Elas são do Senhor. Envoltas em amor permanecerão a glorificá-lo.
IB Central de Sorocaba
Fonte: O Jornal Batista - Domingo, 13/03/05, pg.04

Pr. Julio Sanches



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