Missões em um mundo sem fronteiras (Final)
Texto bíblico: Efésios 2.17-18
Meus irmãos em Cristo Jesus, permitam-me tocar numa das mais sagradas doutrinas batistas: a autonomia de nossas igrejas – ela é bíblica, é neotestamentária, mas não permitamos que ela nos isole e nos transforme em ilhas.
Eu os conclamo a, voluntariamente, por amor a Cristo e à sua obra no calvário, a rompermos as barreiras que nos separam e a nos unirmos em favor daqueles que estão sem Cristo, sem Deus, sem esperança, que estão perto e longe.
Muitas de nossas igrejas estão isoladas, cada uma em torno de seu programa, ignorando as demais.
Essa situação vai enfraquecer a nossa denominação, como tem enfraquecido a de várias nações. O espaço deixado pela falta de interação de muitas igrejas, em torno de um projeto comum, tem sido ocupado por movimentos que vêm de fora, levam de roldão nossas igrejas e líderes e depois desaparecem, deixando frustração e nada mais. Não me refiro a estratégias que têm fundamento bíblico e abençoado nossa gente, mas a meros modismos que em nada contribuem para o reino.
Em segundo lugar, por que simultaneamente?
Meus irmãos, não permitamos que o inimigo nos convença de que a prioridade é a nossa igreja, o nosso bairro ou a nossa cidade. Nós recebemos o evangelho graças à visão global das igrejas dos Estados Unidos da América, que por sua vez recebera da Europa! Por que então limitar o alcance de nossa obra ao nosso templo, ao nosso bairro, à nossa cidade, ao nosso país? A obra deve ser realizada simultaneamente, ou seja, enquanto o irmão realiza a obra aqui deve realizá-la, também, além-mar.
A idéia de sermos primeiro fortes aqui para depois irmos mais longe não é bíblica, não foi ensinada por Jesus. Se assim fosse, o evangelho não teria saído de Jerusalém e da Judéia. Não teria saído da Europa e dos Estados Unidos e ainda estaríamos mergulhados na escuridão do pecado.
Nós teremos uma pátria varonil, uma pátria salva, à medida que ela for uma nação missionária! Tem sido assim com os Estados Unidos da América e Canadá. Foi assim com as nações européias.
A única maneira de abençoar nossa pátria, nossa gente, é nos tornarmos em um manancial missionário para alcançar o Brasil e o mundo! Israel tornava-se grande quando obedecia. As nações cujas leis são mais justas e cujo povo tem uma vida mais digna são as que foram ou ainda são nações missionárias.
1) Cumpriremos a nossa missão unindo a mensagem
evangelística a missões
Sendo essencialmente missionária, a igreja não pode separar a mensagem evangelística de missões. Quando separamos o calvário de missões, impedimos que a igreja seja missionária e atentamos contra a sua própria natureza.
É bom lembrar que o mundo, que já se havia esquecido de missões, foi revolucionado pela mensagem pregada por Guilherme Carey, baseada em Isaías 54. Em Isaías 53 nós vemos o amor do Pai pelo Filho e o Filho sendo executado por causa do nosso pecado. Dificilmente encontramos alguém que não conheça Isaías 53. De fato, é uma das mais extraordinárias passagens de toda a Bíblia Sagrada. Mas a tragédia satânica é que nós separamos Isaías 53 de Isaías 54. Quase ninguém sabe do que trata Isaías 54. Isaías 54 expõe a vitória da igreja. A igreja possuirá as nações. O texto fala dos nossos dias e é tão extraordinário quanto Isaías 53.
Carey inaugurou o movimento de missões modernas porque soube unir o calvário e a evangelização à obra missionária.
Temos excelentes evangelistas. Nossos cultos noturnos são evangelísticos. Graças a Deus temos tido decisões e batismos. Mas não podemos nem devemos nos dar por satisfeitos! Temos que falar, ensinar e conscientizar o neoconvertido de que ele é um missionário, de que ele acaba de entrar na igreja de Cristo, que por natureza é missionária, que ele deve levar o evangelho aos seus, aos étnicos ou samaritanos de sua cidade e ir até os confins da terra.
Uma das razões por que muitas igrejas não despertam vocações missionárias é que suas mensagens param no calvário.
2) Cumpriremos a nossa missão levando a mensagem da paz, do evangelho, aos que não têm esperança
Os judeus nunca chegaram a pensar que Cristo não viria. Aliás, exatamente nos períodos mais difíceis a esperança no Messias se renovava.
O nosso texto fala que os gentios estavam sem Cristo. Cristo no Novo Testamento significa o ungido de Deus. Aquele por quem todos esperavam, menos a maioria das nações gentias. Elas nunca tinham ouvido falar do Messias. Elas não tinham qualquer esperança. Para os judeus, por mais difíceis que fossem as circunstâncias, sempre havia a esperança de que um dia o Messias viria e inauguraria um novo tempo.
No mundo inteiro há pessoas nessa mesma situação. Sem esperança, sem um amanhã. Contudo, há uma região no globo, conhecida como janela 10-40, onde a desesperança é maior. É a mais difícil barreira humana a ser superada, porque 95% dos não alcançados vivem nessa área, na qual a absoluta maioria é de muçulmanos, hindus e budistas, religiões pagãs, fortes, missionárias e agressivas contra o avanço de missões evangélicas.
São cerca de dois bilhões de pessoas. Um terço da população mundial. Para se ter uma idéia da dramaticidade da questão, façamos uma simples comparação: enquanto existe um missionário para cada 1.300 pessoas na América do Norte, na China, em pleno coração da janela 10-40, há um missionário para cada 2 milhões e 800 mil pessoas. A desproporção é abismal! Imaginem que na América do Norte há um missionário para uma população equivalente a menos da metade desse auditório e na China há um missionário para uma população equivalente à metade da cidade do Rio de Janeiro, cuja população é de seis milhões de habitantes.
Meus irmãos, enquanto aqui estamos sentados comodamente, sendo abençoados com hinos, orações e mensagens bíblicas, bilhões de pessoas vivem sem esperança, condenadas ao inferno.
Nunca participaram de um culto, não têm a quem recorrer quando estão aflitas, nunca viram uma Bíblia! Eles continuarão sem esperança a não ser que enviemos missionários.
Meus irmãos, se houvesse apenas uma só pessoa que não conhecesse o Senhor Jesus, sua igreja teria que ser mobilizada para que essa criatura fosse alcançada pelo grande amor de Deus, quanto mais quase dois bilhões de pessoas!
Tendo visto o cenário do mundo sem fronteiras, a missão que Cristo nos delegou e como cumprir o seu mandado, vejamos agora
A igreja idônea para a missão, ou seja, pronta para anunciar a paz, o evangelho, aos que estão perto e aos que estão longe
1) É idônea para a missão a igreja que aceita a sua natureza missionária
Diz o texto que Cristo fez do judeu e do gentio um novo homem, fazendo a paz, e reconciliou os dois com Deus em um só corpo, por meio da cruz, pela qual destruiu a inimizade. Cristo criou a sua igreja para abrigar a nova humanidade.
Concluímos assim que, pela sua própria natureza, a igreja é missionária. Ela nasceu como resultado da ação de Deus, fazendo do judeu e do gentio um novo ser. Deus criou uma nova humanidade. Logo, a igreja de Cristo é a vanguarda da nova criação. A igreja já nasceu com uma missão – ser o agente através do qual Deus continuaria a sua ação criadora – um novo homem.
O novo homem em Cristo atrai ou repele os de fora. Paulo, referindo-se aos tessalonicenses, disse que a fé deles em Deus era tão notável que ela se divulgava por toda parte.
A igreja se envolve com o mundo, o que significa que é missionária. Os seus membros, novas criaturas, são conclamados não só a praticar um estilo de vida messiânico dentro da igreja, mas também a exercer um impacto revolucionário sobre os valores do mundo. A igreja é uma comunidade de esperança que geme e labuta pela redenção do mundo e por sua própria consumação. Ela age com a determinação de que Deus finalmente triunfará.
2) É idônea para a missão a igreja que crê na viabilidade da Grande Comissão
Os crentes dos tempos idos criam que a igreja não tinha que se preocupar com outros povos. Com exceção dos anabatistas e dos morávios, todos os demais pensavam que o ministério missionário nada tinha a ver com a igreja de Cristo.
Assim, quando um simples pastor batista do interior da Inglaterra desejou levar o evangelho aos pagãos de seu tempo, os líderes mais experimentados, julgando que essa tarefa tinha sido entregue aos apóstolos e não à igreja, o desiludiram dizendo: jovem, sente-se! Quando Deus desejar evangelizar os pagãos, Ele o fará sem a sua participação.
Hoje a maioria não pensa mais dessa maneira. Entretanto, também não assume com seriedade esse mandado.
Parece que muitos não crêem na proposta de Jesus de que é perfeitamente viável fazer discípulos de todas as nações bem como pregar e anunciar o evangelho a todas as pessoas.
O que me deixa perplexo é que nós encaramos essa negligência, essa desobediência, esse pecado, com a maior naturalidade e total tranqüilidade.
Há pastores, cujas igrejas são verdadeiras cidadelas, com orçamentos bem maiores do que os das juntas missionárias, que ignoram a obra missionária e, assim, não cumprem a missão ordenada por Jesus.
Muitos deles são notáveis homens de Deus, talentosos, mas não são missionários, não oram pelas nações, não têm compaixão delas, não realizam missões com a junta nem, muito menos, sem ela. Sentem-se realizados com o ministério local!
Fico a pensar no conceito que eles têm dos textos da Grande Comissão. Será que já examinaram os cinco textos e não viram que são essencialmente missionários?!
Em nossos Proclamai tenho sido assediado por jovens que praticamente imploram: pr. Waldemiro, fale com o meu pastor para que ele tenha visão missionária! Meus irmãos, é o inimigo que tenta nos convencer de que a Grande Comissão é inviável para nos afastar da nossa missão! A Grande Comissão é viável, sim! Podemos fazer essa afirmação com fundamento em toda a Bíblia, mas destacaremos apenas três textos para demonstrar essa verdade:
Primeiro – uma afirmação profética: “A terra se encherá do conhecimento da glória de Deus como as águas cobrem o mar” (Hc 2.14).
Segundo – uma afirmação do próprio Filho de Deus: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo em testemunho a todas as nações. E então virá o fim” (Mt 24.14).
Terceiro – uma afirmação escatológica: “Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão que ninguém podia contar de todas as nações, tribos e línguas que estavam em pé diante do trono e do cordeiro”(Ap 7.9).
3) É idônea para a missão a igreja que se submete à
orientação do Espírito Santo
Um dos princípios de toda ação missionária é identificar onde o vento do Espírito Santo assopra para estabelecer os campos e as estratégias de trabalho. Pode parecer algo muito subjetivo, mas se esse ideal não for perseguido, os nossos esforços podem ser inúteis. Deus é o maior interessado em que os homens ouçam o evangelho e sejam salvos.
Atualmente, é notório que o Espírito Santo de Deus está operando eficazmente no hemisfério sul. Assim como Ele trabalhou em tempos idos no oriente e Norte da África e, mais tarde, na Europa e Estados Unidos da América, hoje Ele está operando entre os povos do hemisfério sul, tais como os da América Latina, África e Ásia.
Nessas regiões é que há grandes igrejas, estão ocorrendo milhares e milhares de conversões e importantes movimentos missionários. Se antes dois terços dos crentes estavam no norte, hoje eles estão no sul.
São os missiólogos líderes do movimento de Lauzane que afirmam no Pacto que leva o mesmo nome: “Nós nos alegramos porque uma nova era missionária surgiu. O domínio das missões do primeiro mundo ou mundo ocidental está desaparecendo. Deus está levantando das igrejas do terceiro mundo os recursos humanos para a evangelização das nações.”
Até há algumas décadas seria impossível imaginar que pobres crentes do terceiro mundo, latino-americanos, asiáticos e africanos pudessem influenciar o chamado primeiro mundo. Mas isso tem acontecido, especialmente entre os colonizados, que estão voltando aos colonizadores e revolucionando suas igrejas com a mensagem do evangelho.
Quem diria que as duas maiores igrejas evangélicas em Kiev, capital da Ucrânia, no leste europeu, seriam lideradas por pastores africanos, um da Nigéria e outro do Zimbabwe? Eles estão surpreendendo a outrora preconceituosa sociedade ucraniana! Diga-se que essas igrejas têm, cada uma, em torno de seis mil membros!
Ainda mais surpreendente é ver que a maior igreja batista em Londres é liderada por um pastor nigeriano e que na Inglaterra há mais de 1.500 missionários das mais variadas etnias, sendo a maioria de suas ex-colônias.
Um líder batista espanhol disse que em Lagos, na Nigéria, há uma igreja evangélica que impressiona. Ela tem assentos para 50 mil pessoas. Aos domingos, há três cultos, todos com o templo lotado. Das 50 mil pessoas, 10 mil são crianças.
Todos são dizimistas fiéis, portanto, a igreja também é uma verdadeira potência em termos financeiros. O templo é um prédio simples, que mede 1km e 600m de comprimento e 100m de largura. Durante os cultos, eles usam pequenos carros elétricos para levar os decididos ao altar, a fim de poupar tempo.
A pergunta que não cessa em meu coração é: Até quando vamos ignorar que o Espírito Santo está operando de um modo muito especial em meio a nossa gente? Por que gastamos tanto tempo discutindo o sexo dos anjos, a exemplo do que fizeram os cristãos do terceiro século do Norte da África, e não nos voltamos para a evangelização, para o discipulado e para a santificação do nosso povo? Será que nós, também, vamos ter que lamentar a oportunidade perdida?
O que nos impede de fazer a obra? Estamos em pecado? Vamos reconhecer, nos humilhar diante de Deus e clamar por seu perdão. Ele nos ouvirá e derramará sobre nós o seu Espírito para que nós nos regozijemos nEle.
O crescimento espantoso pelo qual passa a América Latina é citado por diversos autores e missiólogos. Segundo alguns deles, por volta do ano 2025, haverá um bilhão de carismáticos, sendo que a maioria da Assembléia de Deus. Onde estamos nós nessa explosão de crescimento no hemisfério sul? É Denton Lotz, diretor executivo da Aliança Batista Mundial, citando Philip Jenkins, quem pergunta: Qual a razão de os batistas não serem citados? Por que só os carismáticos estão crescendo? Em um de seus estudos Denton Lotz afirma que nós, os batistas, nos conformamos em sermos poucos e nos justificamos com a tese de que a porta é estreita e de que mais vale a nossa fidelidade doutrinária. Ora, desde quando fidelidade doutrinária é incompatível com crescimento? Ele questiona: Estamos nós preocupados com a violência, fome, corrupção, injustiça e com a evangelização? Por que fazemos tão pouco por aqueles que sofrem e que são nossos irmãos? Estamos nós modelando a igreja do futuro ou do passado?
4) É idônea para a missão a igreja que atende a
oração missionária de Cristo
É uma ousadia de minha parte tocar na questão da nossa aproximação com outros grupos evangélicos. Antes de prosseguir, devo dizer que tenho o maior orgulho de ser um crente em Cristo, batista. Eu me ufano de nossa herança. Temos princípios que nos são caros, pelos quais muitos morreram no passado. Porém, creio que todos nós aceitamos o fato de que os céus nos receberão não porque somos batistas e sim porque cremos em Cristo!
Creio que chegou o momento de concluirmos que sozinhos não vamos evangelizar nem o Brasil nem, muito menos, o mundo; que devemos nos unir com aqueles cuja doutrina tem os mesmos fundamentos bíblicos que a nossa, para evangelizar. A essa conclusão já chegaram, faz algum tempo, os batistas do sul dos Estados Unidos. Por que continuar ignorando João 17.20-21: “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”.
Essa é uma oração missionária. Jesus orou por nós, os crentes, para que nos uníssemos, a fim de que o mundo creia que Ele foi enviado pelo Pai. Será que o mundo ainda não creu por causa de nossa desobediência?
Gostamos muito de citar a oração na qual Cristo nos ensina a rogar ao Senhor da Seara por ceifeiros e fazemos bem! Por que não citamos com a mesma freqüência a oração que Ele fez por nós: “Rogo por eles para que sejam um”. Pelo menos deveríamos orar para que o Senhor quebrasse as barreiras que nos separam de nossos irmãos.
Nossa falta de união é um impedimento à ação do Espírito Santo e à evangelização do mundo. Nós, os evangélicos históricos, deixamos um espaço que foi tomado por grupos carismáticos e, conseqüentemente, somos confundidos com eles.
Por que nós, os batistas, não nos irmanamos com grupos evangélicos históricos, que têm a mesma paixão pela evangelização, e levamos o Brasil e o mundo aos pés de Cristo?
CONCLUSÃO
Missões em um mundo sem fronteiras é, sem dúvida, o grande desafio que temos de encarar. Na era da globalização, onde tudo converge e os limites vão desaparecendo, seria muito bom que as únicas fronteiras a serem ultrapassadas fossem as nacionais.
Entretanto, quanto mais rápido o poder da informação, quanto melhores os meios de comunicação e quanto mais amplo o conhecimento, maiores, também, são as barreiras.
Para levar Missões num mundo sem fronteiras é preciso conhecer o perfil do homem inserido nessa aldeia global e tentar vencer as outras fronteiras que foram demarcadas: a fronteira da indiferença, da ganância, da inveja e do egoísmo; a fronteira da acomodação; a fronteira do apego às coisas materiais; a fronteira do modismo, do conforto e da ostentação; a fronteira da religião rotineira e sem entusiasmo; a fronteira da incredulidade, da revolta e da miséria; a fronteira da falta de solidariedade, amor e caridade.
Venceremos qualquer fronteira com o poder do Espírito Santo! Ungidos com esse poder, saberemos que a nossa missão é buscar o homem perdido, em todas as raças, tribos e nações, e transformá-lo num verdadeiro adorador do Deus vivo; cumpriremos a nossa missão refletindo o caráter missionário de Deus, reconhecendo que a nossa missão é global e que por isso devemos trabalhar juntos e simultaneamente; que é fundamental unir a mensagem evangelística a missões, para anunciar a mensagem da paz, do evangelho, aos que não têm esperança, que estão perto e longe.
Para cumprir tão elevada missão, é idônea a igreja que aceita a sua natureza missionária, que crê na viabilidade da “Grande Comissão”, que se submete à orientação do Espírito Santo e atende a oração missionária de Cristo.
Missões é um tema apaixonante e envolvente. Se mais vidas tivesse para viver, todas elas eu dedicaria à obra missionária.
Faço minhas as palavras que Guilherme Carey disse certa vez: “Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno por cima dos nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno estiver cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa”.
Waldemiro Tymchak
Pastor, diretor executivo da Junta de Missões Mundiais.
Fonte: O Jornal Batista - Domingo, 13/03/05, pg.08,09