A crise dos sete anos
Nos últimos dias, a mídia mundial divulgou que um casal de artistas de cinema, dos mais famosos, tinha se separado. Surgiu a dúvida: seria a crise dos sete anos?
Muitos especialistas em relacionamentos conjugais entendem que existe grande possibilidade de separação quando um casal chega aos sete anos de casamento. Realmente, em muitos casos, há dificuldades quando o relacionamento chega nessa fase. Por outro lado, as crises conjugais estão cada vez mais adiantadas. Muitos casamentos acabam no primeiro ano, alguns nos primeiros meses. Por que acontecem crises que acabam com os casamentos?
O primeiro fator que faz perecer um casamento é a falta de preparação adequada para ele.
O segundo fator que faz com que existam crises que podem acabar com um casamento é a dificuldade financeira.
O terceiro fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o casamento é a dois, ou seja, o pensamento de um ou dos dois cônjuges de que sua individualidade deve prevalecer.
O quarto fator que pode provocar o fim de um casamento é o fato de um, ou os dois, esquecer que o outro precisa ser respeitado na sua personalidade individual.
O quinto fator que pode provocar o fim de um casamento é o egoísmo.
O sexto fator que pode provocar crises, e o fim de um casamento, é a infidelidade.
O sétimo fator que pode acabar com um casamento é a incapacidade de perdoar.
Procuraremos abordar cada um desses fatores.
A falta de preparação adequada para o casamento
Se duas pessoas já são adultas, será que é necessário haver preparação para o casamento? Cada vez mais a resposta é sim. Pessoas precisam se preparar para o casamento porque, na maioria das vezes, não sabem o que significa o matrimônio, não sabem viver nem para si próprias, quanto mais para uma vida a dois. Não entendem o sentido de uma vida com responsabilidade familiar. Não estão maduras para o fato de começar um relacionamento, entre muitas outras coisas. Você, que é solteiro, está preparado para se casar? Vou lhe fazer algumas perguntas para que você se avalie melhor.
a) Você está preparado financeiramente para viver a dois? Você vai ter que sustentar uma casa. E a responsabilidade não é mais só do homem. Hoje em dia, a mulher também participa desse processo de parceria financeira. O ideal é que apenas o homem continuasse a ter a responsabilidade de manter a casa, de comprar comida, roupas, remédios, de pagar o aluguel, mas o mundo de hoje, na maioria das vezes, faz com que os dois tenham que participar, mesmo que com muitos prejuízos para a criação e educação dos filhos.
b) Você sabe que a partir do momento que se casar terá que prestar contas ao seu cônjuge de tudo o que fizer? Hoje, você sai e volta na hora que bem entende, pois a maioria dos pais já perdeu o controle. A maioria deles, nem está aí para a responsabilidade de cuidar da vida dos filhos. Mas, se você se casar, sua esposa (ou seu marido) vai perguntar por onde você andou, com quem andou, o que fez, e, bem provavelmente, vai se tornar um investigador de seus passos, isso se você estiver dando motivos para suspeitas. Além disso, você vai ter que dizer, muito bem dito, como tem usado o dinheiro que recebe.
c) Você já pensou no que significa perder noites de sono porque uma criança o acorda a cada meia hora, ou chora a noite inteira? Na maioria das vezes, as pessoas pensam nos filhos que virão como alguma coisa parecida com belos e tranqüilos bonequinhos. Pensam em ter filhos esquecendo que eles poderão adoecer, que terão manhas, e que poderão dar muitas dores de cabeça quando crescerem.
d) Você já pensou que a sua namorada (ou o seu namorado) não vai ser sempre bonitinha (ou bonitinho) como está hoje? O peso da gravidade vai agir com o tempo. E o tempo causa efeitos terríveis. As doenças, as preocupações da vida e os problemas que um vai ter com o outro e com os filhos vão causar marcas muito feias.
e) Você já parou para pensar que você estará se casando com uma pessoa para viver com ela até que a morte os separe? Até mesmo a onda do “ficar”, dos namoros que nunca duram mais do que um ou dois meses e de outros modismos que fazem com que a pessoa pense que sempre pode trocar de companhia de outro sexo como se troca de camisa, pode causar danos quando houver o casamento. E não se esqueça de que, em muitos casos, no princípio, o discurso de um para o outro é “meu bem” e acaba se transformando em “meus bens”.
Se você puder responder às perguntas que lhe fiz sem medo do futuro, então case-se, e seja feliz.
Vamos abordar mais dois fatores que podem fazer fracassar um casamento, na crise dos sete anos ou não.
O terceiro fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o casamento é a dois
Um dos cônjuges entende que sua individualidade tem que prevalecer. É um pouco diferente do quinto fator, que logo será abordado, porque não se trata obrigatoriamente de egoísmo, mas de incapacidade para deixar que a vontade do outro, a opinião do outro apareça e seja considerada. Esse problema acontece freqüentemente com pessoas que têm tendência à liderança, mas que procuram exercê-la a todo custo. Em algumas situações, essa tendência é altamente positiva. Se alguém comanda um grupo numa situação de guerra, haverá momentos em que não poderá perguntar: “O que vocês acham? Devemos correr, devemos ficar aqui até morrer ou devemos nos posicionar para uma ação de retomada?” Mas, em um casamento, embora às vezes ele se pareça com uma guerra, um tem que ouvir o outro. Se o marido manda pintar o quarto sem ouvir a opinião da mulher, pode haver encrenca, mesmo que a intenção tenha sido a melhor possível. Lembre-se do velho ditado popular: “De boas intenções o inferno anda cheio.”
O quarto fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o outro precisa ser respeitado na sua personalidade individual
Um precisa se adequar ao outro, um tem que respeitar o outro, mas um tem que ser respeitado pelo outro em suas diferenças. Quando ocorre o casamento, ao mesmo tempo que passam a ser “uma só carne”, não deixam de lado todo um passado de aprendizado (bom ou ruim), não deixam de lado a preferência por um ou outro clube de futebol, não deixam de lado o fato de que um é homem e outro é mulher. Há momentos em que, sabendo o jeito do outro, cada um tem que saber até mesmo a hora certa de reclamar das estripulias das crianças. Se o homem é estressado contumaz quando chega do trabalho, esse tipo de assunto pode esperar um pouco. Se a mulher está quase louca porque engordou alguns quilos, por que lembrar isso e provocar uma crise de choro? E se você não tem dinheiro para pagar emagrecimento rápido, tipo lipo-aspiração, é melhor pensar que ela está muito mais macia, e ficar bem quietinho.
O quinto fator que pode provocar o fim de um casamento é o egoísmo
Um dos cônjuges resolve que algumas coisas, que deveriam ser comuns ao casal, são de propriedade ou de uso exclusivo seu. Há a idéia de que nada pode ser dividido pelo casal. Em vez de “nossos”, há uma tendência ao “meus”. Por vezes, até mesmo o lugar do sofá da sala em que um dos dois se senta é motivo de brigas. Se o outro se coloca ali, é o suficiente para acender o pavio da discórdia. E isso se estende até ao aparelho de som, a televisão e o carro. Como haver harmonia conjugal se um dos dois não quer dividir o que deveria ser dos dois?
O sexto fator que pode provocar crises e o fim de um casamento é a infidelidade
Creio ser este um dos principais, provavelmente o fator que mais tem provocado dificuldades nos relacionamentos conjugais. As pessoas se deixam envolver com muita facilidade pelo sexo oposto, mesmo sendo casadas. E, havendo esse envolvimento, certamente surgem muitas arestas que dificilmente poderão ser aparadas. Torna-se necessário que os cônjuges, antes de se casarem, saibam que, embora isso não conste no dicionário de sinônimos e antônimos, felicidade é sinônimo de felicidade.
O sétimo fator que pode acabar com um casamento é a incapacidade de perdoar
Não há como alguém se relacionar com outra pessoa durante muitos anos e não cometer algum erro. Não há como nunca dizer para o outro algo que o possa ferir, dentre outras possibilidades. Por melhor que a pessoa seja, acabará cometendo alguma falha. Mas, lembre-se do exemplo de José, que soube perdoar seus irmãos. Lembre-se do exemplo de Jesus, que, pendurado na cruz, pediu ao Pai que perdoasse seus algozes. Lembre-se de que Jesus mandou perdoar a mesma pessoa 490 vezes. Se você não tem capacidade para perdoar, é melhor nem se casar.
Se seu casamento está em crise, pense apenas uma coisa. O amor parece que acabou? Deve haver dele uma pequena fagulha. Sopre sobre ela. Onde existiu um grande amor, se sobrou só um pouquinho, que quase não se perceba, desse muito pouco podem surgir labaredas que aqueçam o relacionamento para o resto da vida a dois. Mas, não esqueça de soprar. Uma pequena brasa é suficiente para se reiniciar uma grande fogueira.
Magdiel Lemos da silva
Pastor da PIB em Muzambinho (MG), missionário da
PIB em Vila da Penha (RJ)
Fonte: O Jornal Batista - Domingo, 06/03/05, pg.14
Muitos especialistas em relacionamentos conjugais entendem que existe grande possibilidade de separação quando um casal chega aos sete anos de casamento. Realmente, em muitos casos, há dificuldades quando o relacionamento chega nessa fase. Por outro lado, as crises conjugais estão cada vez mais adiantadas. Muitos casamentos acabam no primeiro ano, alguns nos primeiros meses. Por que acontecem crises que acabam com os casamentos?
O primeiro fator que faz perecer um casamento é a falta de preparação adequada para ele.
O segundo fator que faz com que existam crises que podem acabar com um casamento é a dificuldade financeira.
O terceiro fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o casamento é a dois, ou seja, o pensamento de um ou dos dois cônjuges de que sua individualidade deve prevalecer.
O quarto fator que pode provocar o fim de um casamento é o fato de um, ou os dois, esquecer que o outro precisa ser respeitado na sua personalidade individual.
O quinto fator que pode provocar o fim de um casamento é o egoísmo.
O sexto fator que pode provocar crises, e o fim de um casamento, é a infidelidade.
O sétimo fator que pode acabar com um casamento é a incapacidade de perdoar.
Procuraremos abordar cada um desses fatores.
A falta de preparação adequada para o casamento
Se duas pessoas já são adultas, será que é necessário haver preparação para o casamento? Cada vez mais a resposta é sim. Pessoas precisam se preparar para o casamento porque, na maioria das vezes, não sabem o que significa o matrimônio, não sabem viver nem para si próprias, quanto mais para uma vida a dois. Não entendem o sentido de uma vida com responsabilidade familiar. Não estão maduras para o fato de começar um relacionamento, entre muitas outras coisas. Você, que é solteiro, está preparado para se casar? Vou lhe fazer algumas perguntas para que você se avalie melhor.
a) Você está preparado financeiramente para viver a dois? Você vai ter que sustentar uma casa. E a responsabilidade não é mais só do homem. Hoje em dia, a mulher também participa desse processo de parceria financeira. O ideal é que apenas o homem continuasse a ter a responsabilidade de manter a casa, de comprar comida, roupas, remédios, de pagar o aluguel, mas o mundo de hoje, na maioria das vezes, faz com que os dois tenham que participar, mesmo que com muitos prejuízos para a criação e educação dos filhos.
b) Você sabe que a partir do momento que se casar terá que prestar contas ao seu cônjuge de tudo o que fizer? Hoje, você sai e volta na hora que bem entende, pois a maioria dos pais já perdeu o controle. A maioria deles, nem está aí para a responsabilidade de cuidar da vida dos filhos. Mas, se você se casar, sua esposa (ou seu marido) vai perguntar por onde você andou, com quem andou, o que fez, e, bem provavelmente, vai se tornar um investigador de seus passos, isso se você estiver dando motivos para suspeitas. Além disso, você vai ter que dizer, muito bem dito, como tem usado o dinheiro que recebe.
c) Você já pensou no que significa perder noites de sono porque uma criança o acorda a cada meia hora, ou chora a noite inteira? Na maioria das vezes, as pessoas pensam nos filhos que virão como alguma coisa parecida com belos e tranqüilos bonequinhos. Pensam em ter filhos esquecendo que eles poderão adoecer, que terão manhas, e que poderão dar muitas dores de cabeça quando crescerem.
d) Você já pensou que a sua namorada (ou o seu namorado) não vai ser sempre bonitinha (ou bonitinho) como está hoje? O peso da gravidade vai agir com o tempo. E o tempo causa efeitos terríveis. As doenças, as preocupações da vida e os problemas que um vai ter com o outro e com os filhos vão causar marcas muito feias.
e) Você já parou para pensar que você estará se casando com uma pessoa para viver com ela até que a morte os separe? Até mesmo a onda do “ficar”, dos namoros que nunca duram mais do que um ou dois meses e de outros modismos que fazem com que a pessoa pense que sempre pode trocar de companhia de outro sexo como se troca de camisa, pode causar danos quando houver o casamento. E não se esqueça de que, em muitos casos, no princípio, o discurso de um para o outro é “meu bem” e acaba se transformando em “meus bens”.
Se você puder responder às perguntas que lhe fiz sem medo do futuro, então case-se, e seja feliz.
Vamos abordar mais dois fatores que podem fazer fracassar um casamento, na crise dos sete anos ou não.
O terceiro fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o casamento é a dois
Um dos cônjuges entende que sua individualidade tem que prevalecer. É um pouco diferente do quinto fator, que logo será abordado, porque não se trata obrigatoriamente de egoísmo, mas de incapacidade para deixar que a vontade do outro, a opinião do outro apareça e seja considerada. Esse problema acontece freqüentemente com pessoas que têm tendência à liderança, mas que procuram exercê-la a todo custo. Em algumas situações, essa tendência é altamente positiva. Se alguém comanda um grupo numa situação de guerra, haverá momentos em que não poderá perguntar: “O que vocês acham? Devemos correr, devemos ficar aqui até morrer ou devemos nos posicionar para uma ação de retomada?” Mas, em um casamento, embora às vezes ele se pareça com uma guerra, um tem que ouvir o outro. Se o marido manda pintar o quarto sem ouvir a opinião da mulher, pode haver encrenca, mesmo que a intenção tenha sido a melhor possível. Lembre-se do velho ditado popular: “De boas intenções o inferno anda cheio.”
O quarto fator que pode provocar o fim de um casamento é o esquecimento de que o outro precisa ser respeitado na sua personalidade individual
Um precisa se adequar ao outro, um tem que respeitar o outro, mas um tem que ser respeitado pelo outro em suas diferenças. Quando ocorre o casamento, ao mesmo tempo que passam a ser “uma só carne”, não deixam de lado todo um passado de aprendizado (bom ou ruim), não deixam de lado a preferência por um ou outro clube de futebol, não deixam de lado o fato de que um é homem e outro é mulher. Há momentos em que, sabendo o jeito do outro, cada um tem que saber até mesmo a hora certa de reclamar das estripulias das crianças. Se o homem é estressado contumaz quando chega do trabalho, esse tipo de assunto pode esperar um pouco. Se a mulher está quase louca porque engordou alguns quilos, por que lembrar isso e provocar uma crise de choro? E se você não tem dinheiro para pagar emagrecimento rápido, tipo lipo-aspiração, é melhor pensar que ela está muito mais macia, e ficar bem quietinho.
O quinto fator que pode provocar o fim de um casamento é o egoísmo
Um dos cônjuges resolve que algumas coisas, que deveriam ser comuns ao casal, são de propriedade ou de uso exclusivo seu. Há a idéia de que nada pode ser dividido pelo casal. Em vez de “nossos”, há uma tendência ao “meus”. Por vezes, até mesmo o lugar do sofá da sala em que um dos dois se senta é motivo de brigas. Se o outro se coloca ali, é o suficiente para acender o pavio da discórdia. E isso se estende até ao aparelho de som, a televisão e o carro. Como haver harmonia conjugal se um dos dois não quer dividir o que deveria ser dos dois?
O sexto fator que pode provocar crises e o fim de um casamento é a infidelidade
Creio ser este um dos principais, provavelmente o fator que mais tem provocado dificuldades nos relacionamentos conjugais. As pessoas se deixam envolver com muita facilidade pelo sexo oposto, mesmo sendo casadas. E, havendo esse envolvimento, certamente surgem muitas arestas que dificilmente poderão ser aparadas. Torna-se necessário que os cônjuges, antes de se casarem, saibam que, embora isso não conste no dicionário de sinônimos e antônimos, felicidade é sinônimo de felicidade.
O sétimo fator que pode acabar com um casamento é a incapacidade de perdoar
Não há como alguém se relacionar com outra pessoa durante muitos anos e não cometer algum erro. Não há como nunca dizer para o outro algo que o possa ferir, dentre outras possibilidades. Por melhor que a pessoa seja, acabará cometendo alguma falha. Mas, lembre-se do exemplo de José, que soube perdoar seus irmãos. Lembre-se do exemplo de Jesus, que, pendurado na cruz, pediu ao Pai que perdoasse seus algozes. Lembre-se de que Jesus mandou perdoar a mesma pessoa 490 vezes. Se você não tem capacidade para perdoar, é melhor nem se casar.
Se seu casamento está em crise, pense apenas uma coisa. O amor parece que acabou? Deve haver dele uma pequena fagulha. Sopre sobre ela. Onde existiu um grande amor, se sobrou só um pouquinho, que quase não se perceba, desse muito pouco podem surgir labaredas que aqueçam o relacionamento para o resto da vida a dois. Mas, não esqueça de soprar. Uma pequena brasa é suficiente para se reiniciar uma grande fogueira.
Magdiel Lemos da silva
Pastor da PIB em Muzambinho (MG), missionário da
PIB em Vila da Penha (RJ)
Fonte: O Jornal Batista - Domingo, 06/03/05, pg.14